Posso com certeza garantir-lhes que ver o fim do mundo não é algo fácil e mais difícil ainda é criar um mundo novo, tentar ao máximo torná-lo diferente do que fora. Na solidão, nessa destruição, penso em qual sistema de governo seria o mais funcional, visto que não há mais utopia de pensamentos, tudo pode ser como quero, tenho conciencia de que não será eterno, mas lutarei para que seja o menos breve o possível. E quanto a religião? Acredito que ela seja necessária, pois quando o governo falhar, e a corrupção existir, o que os impedirá do caos é a religião, porém não sei se tenho alguma para passar as próximas gerações. De qualquer forma minha maior dúvida é como criar uma descendência melhor se a única mulher que vi, até agora, neste mundo é cega.
Depois da destruição várias doenças surgiram, bacterioses, verminoses, protozooses e principalmente viroses, entre uma delas há aquela que até agora percebi que impede o pâncreas de produzir insulina, uma que destrói a área do cérebro que é responsável pela visão, e a pior de todas: a que mata os óvulos, tornando as mulheres inférteis.
Estou escrevendo para todo aquele que vier após minha morte saiba o quanto foi difícil meu trabalho, como era este planeta agora hostil, e que não pense em mim como algo ou alguém inventado, pois não será fácil meu trabalho, sinto que Deus se sinta assim, porém continuo sem saber o que é Deus e incerto sobre o que farei apartir daqui.